De lágrima a lágrima

•19 19UTC Fevereiro 19UTC 2009 • 1 Comentário

O desespero de alguém
Não some ao ouvir amém;
As forças do coração
Não se rendem à tal mão,
Pois apenas palavras
Não curam almas bravas.
Que há de se fazer
É abraçar, amar, e ver
Que o único deus qu’existe
Somos eu e você.

Reorganização

•15 15UTC Janeiro 15UTC 2009 • 1 Comentário

Religião! Ciência? Mistério.
Paixão! Amor? Amizade.
Guerra! Paz? Tensão.
Morte! Vida? Prazer.

Religião… Guerra… Morte.
Paz… Vida… Prazer.
Tensão… Mistério… Ciência.
Paixão… Amizade… Amor!

Asas a Bater

•15 15UTC Janeiro 15UTC 2009 • 1 Comentário

Dizem por aí
Que mais vale
Pássaro na mão

Mas quem sabe
Se tal pássaro
Gosta do chão?

Quem sabe se
Um na mão
Vale tanto assim?

Antes vou ver
Dois a voar
Um até mim.

Incerteza

•9 09UTC Janeiro 09UTC 2009 • Deixe um comentário

Nessa noite cuja graça é interna,
Imagino como será o que chamam
De amor.

Será que é sentir a mútua ternura,
E sorrir com simplicidade?
Será dividir o turbilhão de teorias
Presentes numa nota de piano?

Será o mútuo conhecimento
Da poesia inerente à última
E rabiscada folha de caderno?
Será a energia entre mãos dadas
Ao pôr-do-sol perto do mar?

Será o cantar de duas vozes
Na estrada, sem destino certo?
Será o leve tocar de lábios
Sob um céu estrelado?

Talvez seja o simples prazer
De levar o café na cama.
Ou as palavras que sobrepõem
Qualquer poesia já escrita,
Mas que nunca são ditas.

Talvez o amor seja tudo isso
E mais uma eternidade;
Guardados carinhosamente
No fundo d’alma dos amantes.

Canção de Taverna

•9 09UTC Janeiro 09UTC 2009 • Deixe um comentário

Outro dia de tédio,
Com outra noite sem sentido.
Saudades e esperanças
De glórias e amores!

Seriam os troll meus irmãos?
Graciosas elfas, amantes?
Talvez meu coração e alma
Estejam numa cachoeira seca!

E os dragões em que montei;
Vilões que enviei para o além
Com a lâmina arcana ígnea
De mil armas brancas!

Ah, a dança única da taverna;
Litros de hidromel a rolar!
Cantávamos, felizes, um canção
Que dizia de amor e glória…

… E uma lágrima cai
De meu rosto sonolento.
Sonhara com uma terra;
Minha pátria perdida.

Engrenagens

•9 09UTC Janeiro 09UTC 2009 • Deixe um comentário

Ante minha janela, um mundo parado,
Preso a seus preceitos e suas verdades,
Seus ódios orgulhosos e amores falsos;
Mas parado segue sua rotina tediosa.

Àquelas pessoas o Sol sopra o laranja,
A Lua sussura seu lamento de alvura;
Os pássaros voam e cantam como sempre
E mesmo assim a tediosa rotina segue.

Talvez um dia vá eu a ser mera peça
Do motor que move esse ciclo mecânico;
Mas quem sabe serei a parte da chave
Que às engrenagens dará um fim?