Trajetória Musical
O hai der !
Nada pra fazer me deu a ideia (outra vez) de escrever esse post. Como não tô exatamente inspirado pra fazê-lo, provavelmente será cocozão, mas escrevê-lo-ei assim mesmo.
Bem, aqueles que me conhecem (dã, imbecil, todos os gatos pingados que vão ler isso ¬¬) sabem que não tem muita coisa que eu gosto mais do que música. Seja ouvir, assassinar ouvidos (cantar), dançar à trolliska ou rabiscar (compor), eu sempre tô fazendo algo musicalmente. E enquanto agora eu não vivo sem isso, quando era pequeno eu nem ligava muito. Não que me lembre exatamente o que eu fazia há anos atrás, mas lembro que mesmo quando eu e minha irmã ganhamos CD players, eu não usava muito por não ter nenhum CD.
Quando comecei a ouvir música, ouvia poucas coisas por mim mesmo, já que tinham poucos CDs “atraentes” (?) em casa. Tinha Tarahumara, uma banda de música andina de não sei onde sobre a qual não consigo achar nada; Timbalada, um grupo de música bahiana que – acabei de ver – existe até hoje; Legião Urbana, especificamente o CD Mais do Mesmo; um CD de música clássica que era de uma farmácia de SP… E acho que só. Acho engraçado que eu lembro que ouvia prestando atenção a tudo, mas não tinha a paixão que tenho hoje, nem os preconceitos. Aliás, apesar de muitas vezes ler as letras, eu não entendia patavinas. Ou só lia, ou achava engraçado.
Conforme os anos passaram, eu ouvia músicas soltas aqui e ali (agora que paro pra pensar, algumas bem nada a ver, tipo Mambo Nº5, de um CD da Isis, minha irmã) e continuei desse jeito. Na maioria das vezes, lembro, eu estaria jogando no computador e a Isis ouvindo música no minisystem dela. Aliás, eu devia falar do passado musical negro dela, mas vou ficar quieto XD.
Quando viemos de volta ao Rio, Isis começou a fazer novas amizades, o que provavelmente influenciou o gosto musical dela. O que a fez começar a ouvir a (hoje finada) Rádio Cidade, que tocava rock e afins. E eu, sem nada ocupando meus ouvidos, ouvia junto. A um certo ponto, ouvíamos juntos e víamos clipes na tv juntos. E daí comecei a ouvir System of a Down, Slipknot e bandas que estavam em alta na época. BAM, inicie-se a era metal. Quando os amigos dela emprestavam CDs, ouvíamos e copiávamos pro PC. Meu primo que também se roqueirizou na época também me mostrou algumas bandas e me emprestou CDs. E daí conheci várias bandas: Epica, Lacuna Coil, KoRn, Mudvayne, Coal Chamber, Ashtar, Metallica, Nightwish, Helloween, etc. Grande maioria de bandas mainstream.
Passou-se um tempo, e eu conheci coisas úteis na internet: eMule e Wikipedia. Nem precisa dizer, né? Lia sobre as bandas e baixava músicas delas. Às vezes álbums. Isso na discada ainda! A esse ponto eu já era um fucking metalhead mirim. Às vezes ouvia alguém falar de uma ou outra banda em fórums na internet, ou alguém na escola citava alguma banda, e assim eu fui aumentando minha biblioteca sonora. Arch Enemy, Rhapsody of Fire, Children of Bodom e mais outras que nem lembro quais. Também lembro que baixei as trilhas de Oblivion e Guild Wars, pelo mestre Jeremy Soule.
Ainda na era discada, ganhei um cunhado banço que atende por Djalma. Esse cara depois de um tempo começou a falar comigo, e daí com o tempo me mostrou umas bandas, principalmente Matanza, Sonata Arctica e Avantasia. Foi nesse período que eu comecei a aprender sobre os infames gêneros de metal, que causam tantas discussões sem nexo por aí. Fiquei um bom tempo ouvindo praticamente só power metal (e principalmente Sonata).
E aí veio a minha amada conexão de banda larga. Aí, meu amigo, fudeu-se tudo.
Minha avidez por conhecer novas bandas explodiu assim que eu encostei no Youtube. Não lembro quais foram as primeiras que conheci, mas nunca vou esquecer que na manhã seguinte acordei cedo e vi o clipe de Trollhammaren, do Finntroll, antes de ir pra aula. Fui feliz. Uma das coisas que me impulsionou desde então foi o interesse por outras línguas… Outras bandas foram Eluveitie, Korpiklaani (que foi minha predileta por muito tempo), Lumsk, Turisas, Borknagar, Alestorm, Elvenking, Vintersorg, Ensiferum, Týr, Skyclad, Rammstein, In Extremo e Haggard (possivelmente esqueci de algumas). Através do recém-descoberto (pra mim, óbvio) folk metal, comecei a ouvir folk/world music, o que incluiria Hedningarna, Värttinä e Loituma (e Tarahumara, que eu nunca mais ouvi).
Agora que tinha liberdade pra pegar músicas na internet, quando conhecidos meus citavam algum artista ou banda eu veria e às vezes gostaria bastante. Foi assim que conheci Girugamesh, Maximum the Hormone, Fejd, Nordman, Versailles, Blackmore’s Night e Omnia, entre alguns outros. No Ensino Médio, conheci pessoas que ouviam um metal diferente do que eu conhecia. Foi assim que, com o tempo, conheci deathcore, screamo e post-hardcore, apesar de só o primeiro me interessar. E assim passei a ouvir também Suicide Silence, Job for a Cowboy e We Butter the Bread with Butter.
Passou-se o tempo denovo. Fui conhecendo mais algumas bandas, como Born of Osiris, Chickenfoot, Deathstars, Battlelore, Ayreon, Tanzwut, Subway to Sally, Shadows Fall, Liquid Tension Experiment, Trollfest… Muita banda. Muito metal. Comecei a ouvir também Pearl Jam e Red Hot Chili Peppers, bandas notavelmente mais leves. Mas continuei ouvindo coisas muito pesadas direto. Depois de um tempo conheci e passei a ouvir Joe Satriani também.
Até que um belo dia ouvi falar de uma banda chamada Abney Park. Ouvi. Estranhei. Ouvi denovo.
Caralho! Viciei. Era completamente diferente de tudo o que eu já tinha ouvido, mas ainda assim reunia vários elementos que eu já conhecia e gostava. Baixei os álbums e ficava ouvindo direto. Devo ter ficado um mês basicamente ouvindo Abney Park. Depois voltei a variar, conheci mais bandas: Equilibrium, Arkona, Veil of Maya, Hollywood Undead, Svartsot, Van Canto, Turmion Kätilot, Rise to Fall, Mastodon, Dropkick Murphys, Flogging Molly…
E aí cheguei a alguns meses atrás.
Foi quando eu resolvi experimentar tipos novos de música. Depois de tanto tempo ouvindo as misturas de vários gêneros com metal, resolvi ver se gostaria das coisas puras. Acho que a principal influência disso foi Abney Park, junto com o fato de eu sempre gostar de uma música aqui ou ali mas nunca ter metido a cara pra conhecer de fato. O resultado?
Descobri que também gosto de psytrance. Descobri que rap é legal, quando o cara não canta como se estivesse no cio. Descobri que gosto de rock leve. Dos vocais bizarros da China e Mongólia. De metal clássico e música clássica lenta. Conheci post-metal e alguns black metals bons. Punk! Hip-hop japonês! Grindcore!
E assim conheci coisas como RIP SLYME, Dire Straits, Audioslave, Cypress Hill, Sesto Sento, Infected Mushroom, Whitechapel, Isis, Opeth… E de vez em quando me pego ouvindo coisas que fariam meu eu passado xingar até a morte meu eu atual.
E assim chego a hoje. Não vou ser hipócrita a ponto de dizer que amo a música toda, mas amo música. Atrevo-me a dizer que qualquer tipo de música pode ser agradável no lugar e ocasião certos, tirando alguns elementos (principalmente vocais e líricos) em alguns casos. Afinal, música é apenas uma utilização organizada de sons, sons estes que nunca foram limitados a gêneros específicos.
Meu objetivo com esse post foi, além de contar toda essa história chata, divulgar alguns artistas diferentes e que acho que todos deveriam ao menos ouvir uma vez. Minha pasta de músicas tem 143 artistas, e embora não ouça a todos com igual frequência, gosto de todos. Se você não percebeu a esse ponto, os nomes das bandas tem embutidos links para uma música respectiva. Eventualmente devo indicar uma música de cada artista, mas por hora, fiquem com essas.
Eu também ia aproveitar pra mostrar uma música das que fiz, mas por falhas técnicas não pude colocar direto no site. Pra quem não sabe, eu *tento* compor desde pouco antes de ganhar meu teclado, em 2008, acho. Comecei fazendo só midis, mas depois aprendi a usar um software bem legal chamado FLS, e então vivo tentando fazer músicas decentes, em mp3. Mas enfim, em outro post eu coloco.
Abraço a quem leu tudo, e aproveitem a música!